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Visita do Administrador Apostólico a Tete
Segunda, 04 Setembro 2017 16:17

IMG 20170829 WA0001No primeiro dia da sua estadia em Fingoé o Administrador Aposólico, acompanhado pelo superior dos IMG 20170901 WA0000Missionários da Consolata e pela comunidade de Fingoé visitaou as pessoas e as instalações da paróquia. Detaque-se o lar masculino Consolata em construção.

Os trabalhos estão em bom ponto: a escolinha paroquial e a casa das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras, recém-chegadas a Fingoè.

O resto do dia foi dedicado ao encontro comunitário com os missionários onde foi apresentado o trabalho pastoral realizado e os futuros projectos. Padre Sandro Faedi, começou por apresentar uma avaliação dos seus primeiros três meses de governo pastoral da Diocese de Tete e inteirou-se da situação pastoral das paróquias confiadas aos Missionários da Consolata na Marávia e Zumbo: visitas e criação de novas comunidades e zonas pastorais, cursos de formação, catequistado de Uncanha, construções, etc.IMG 20170901 WA0002
No final do dia celebrou a Eucaristia na igreja paroquial de Fingoè, acolhido pela comunidade cristã. Conhece e dá-se a conhecer, encoraja e agradece.

IMG 20170830 WA0000O dia seguinte é dedicado à visita à Paróquia-Missão de Nyamawende, em Uncanha. Parte-se cedo e chega-se por volta das 9h30. Pelo caminho vão-se indicando os novos núcleos fundados, com o respectivo lugar de culto, em algumas aldeias à beira da estrada.

Um pouco antes da entrada para a paróquia de Nyamawende, um grupo de cristãos está à espera para acolher em festa o administrador apostólico e os restantes missionários. Forma-se uma procissão, e ao som de cânticos, avança-se lentamente para a igreja paroquial. Depois das saudações e confissões, inicia-se a Santa Missa. Presidida pelo Padre Sandro Faedi. A nova e ampla igreja paroquial está cheia de fiéis. A Missa prolonga-se além das 13h00. Canta-se e dança-se muio e sem pressa. Liturgia bem animada. O administrador apostólico apresenta-se e dirige palavras de agradecimento e encorajamento pelo IMG 20170831 WA0003trabalho realizado e em tão pouco tempo. O que há pouco de mais de 2 anos era mato, agora é um lugar amplo, limpo e com as estruturas pastorais fundamentais: igreja, pequena residência, um armazém e um poço ao serviço da população.

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No último dia da visita, logo de manhã, Padre Sandro Faedi parte para Tete. A visita foi breve, mas intensa.

Actualizado em Terça, 05 Setembro 2017 20:17
 
Diário de Missão: Visita a Tete - Fingoé Missão de Fronteira
Sábado, 06 Maio 2017 17:11

IMG 20170427 WA000024 de Abril, segunda-feira, partida para Tete

Viajo de avião de Lichinga para Tete, com padre Carlo Biella. Chegamos à 1 hora da tarde. Estavam à nossa espera os padres Franco Gioda e Leonel Toledo. À tarde fazemos algumas compras e prepara-se a viagem para o dia seguinte.

 25 de Abril, terça-feira, chegada a Fingoè

Deixámos Tete bem cedo e rumámos em direcção a Fingòe. Fazemos uma breve paragem na paróquia de Mavuzi-Ponte e Mange. Ao atravessarmos o rio Capoche entramos no distrito da Marávia e no território da Paróquia de Nossa Senhora da Consolata de Fingoè. O Pe Carlo desce o carro e pisa pela primeira vez o vasto território missionário onde irá trabalhar. A recebermos em Fingoè está o padre Jacinto Mwallongo. Depois do almoço, reúno-me com esta renovada comunidade IMC.IMG 20170425 WA0001

26 de Abril, quarta-Feira: Visita à Paróquia de Uncanha-Nyamawende

Partimos cedo para Nyamawende, com os padres Gioda, Leonel e Carlos. Este começa a conhecer o vasto território das 3 missões de que será pároco. O Padre Jacinto fica em Fingoè a cuidar dos trabalhos e do andamento da Paróquia.
Fico com o padre Carlos em Nyamawende para a celebração da Missa, enquanto os padres Franco e Leonel foram celebrar a Eucaristia em Ulendo e Songeia. Apresento o padre Carlos à comunidade cristã de Nyamawende e ele preside à Santa Missa usando já a língua chichewa.

IMG 20170426 WA000027 de Abril, quinta-feira: Viagem para Zumbo
Logo de manhã visitamos a Missão de Uncanha onde pudemos constatar que procedem a bom ritmo os trabalhos de recuperação da residência missionária com vista à instalação do catequistado para a formação de catequistas e animadores das 3 missões confiadas ao IMC. Viajámos bem até Zumbo (180km). Pelo caminho parámos em várias aldeias para saudar os cristãos, deixar avisos e distribuir conselhos. Chegámos à tardinha a Zumbo, onde um grupo de mães já tinha tudo preparado para nos acolher na casa da Paróquia. IMG 20170427 WA0004

Depois do almoço, com os padres Leonel e Carlos, de barco, subimos o rio Zambeze e fomos conhecer a vila da Feira, na Zâmbia.

O caudal do rio Zambeze neste período do ano inunda ambas as margens. Extraordinária a visão que temos do rio a dividir duas montanhas. De um lado a Zâmbia e do outro o Zimbabué. Pode ainda divisar-se um afluente do Zambeze, o rio Aruangua, que divide Moçambique da Zâmbia.

Forma-se ali um delta tropical rochoso muito bonito, com a vila de Zumbo de um lado e do outro a vila da Feira (Zâmbia). Feira é uma vila comercial onde se encontra e se vende quase tudo e onde os moçambicanos, atravessando o rio se deslocam diariamente para vender e comprar um pouco de tudo. Depois da visita, regressámos de noite a Zumbo para a celebração da Missa.

IMG 20170428 WA000128 de Abril, sexta-feira: Visita e Missa em Zumbo, Bawa e Kaembua

Logo de manhã o Padre Leonel apanha o barco que o levou até à aldeia de Bawa, da outra margem do rio Zambeze. Nesta comunidade católica, pertencente à distante Missão de Mukumbura, celebrou a Eucaristia, como tem sido habitual nas suas visitas ao Zumbo. Padre Franco foi visitar e celebrar a Missa numa nova comunidade que acaba de nascer nas imediações de Zumbo. Eu fico com o padre Carlos no Zumbo e celebramos a Missa para comunidade local. O padre Carlos foi apresentado como novo pároco.

29 de Abril, sábado: Regresso a Fingoè

Bem cedo deixamos Zumbo rumo a Fingoè. Parámos em Zambwe, sede da área pastoral, onde verificámos os trabalhos de construção da casa de acolhimento para os missionários. Continuámos viagem até Nyamawende onde almoçámos. Depois da verificação dos trabalhos e das recomendações dadas ao animador, parte-se para Fingoè. Chegámos à tardinha. O Padre Leonel começa a acusar sintomas de malária.Escolinha

IMG 20170502 WA000130 de Abril, Domingo: Fingoè Depois da Missa, em procissão dirigimo-nos para a escolinha da paróquia para a sua bênção. O edifício é ainda precário e provisório mas a escolinha é uma realidade viva e com futuro. Iniciou no passado 1 de Março e é frequentada por 60 crianças. Padre Mweallongo com a ajuda de 2 monitoras conduz com sabedoria e boa vontade esta importante obra de promoção humana. À noite celebramos com as Irmãs Aida, Carlota, Otília e Francisca. Fingoè já tem uma comunidade de Irmãs. Desde o início deste ano as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras do Imaculado Coração, presentes em diferentes dioceses de Moçambique desde 1918, decidiram iniciar a sua presença em Tete, e em Fingoè. O que parecia impossível, tornou-se uma feliz realidade em pouco tempo.

À tarde a paróquia enche-se de crianças e adolescentes para estudar, brincar e rezar. Padre Mwallongo dedica alma e coração à formação da juventude. Missa solene em Fingoè com a apresentação do novo pároco que preside à Eucaristia. Hoje padre Carlos celebra 50 anos de vida. Verifiquei um aumento do número de fiéis. A igreja começa a ser pequena para caberem todos.IMG 20170430 WA0007

1 de Maio, segunda-feira: Aprovação do Plano de Acção Pastoral

Feriado e dia do trabalhador, é aqui um dia como os outros. O Padre Leonel continua com malária, assistido pelo padre Carlos, bom enfermeiro. Uma retroescavadora continua o trabalho de nivelamento do tereno onde se edificará o lar paroquial para acolhimento dos alunos das aldeias mais distantes que frequentam a escola secundária de Fingoè. À noite, com a comunidade cristã, iniciamos o mês de Maria.

2 de Maio, terça-feira: Reunião comunitária e programação pastoral

Dedicamos o último dia na nossa visita à realização do encontro comunitário. Programam-se os próximos meses e verificam-se as actividades a realizar, na pastoral – conselhos paroquiais, catequistado de Uncanha, animação vocacional, movimento dos leigos da Consolta – e nos trabalhos de construção – Lar masculino, residência missionária e outras construções em curso.
FingoéÀ tarde, reunião dos padres com as irmãs. Tratou-se da primeira reunião da nova equipa missionária. As irmãs Franciscanas Hospitaleiras manifestaram a sua disponibilidade em colaborar activamente na pastoral em Fingoè e nas outras duas missões. Além do trabalho pastoral, insistiu-se na necessidade de haver encontros de oração, reflexão e convívio.

3 de Maio, quarta-feira: Viagem para Tete

Acompanhado pelos padres Franco e Carlos, viajo para Tete, fraternamente recebidos por Dom Inácio. Enquanto eles aproveitam o tempo para fazer compras e fazer a manutenção do carro, preparo esta crónica. À noite celebramos a Eucaristia recordando o 5º aniversário da morte do padre Valentim Camale e rezamos pela sua alma.

P.Diamantino Antunes

Actualizado em Sábado, 06 Maio 2017 19:14
 
Carta aos Missionários da Consolata Sobre processo dos Mártires do Guiúa
Sexta, 10 Março 2017 09:49

ConsolataAssunto: Abertura do Processo Canonização dos Servos de Deus Luísa Mafu e Companheiros, Mártires de Guiúa Caríssimos Confrades

1 - No próximo dia 25 de Março, por ocasião da celebração do 25º aniversário do massacre do Guiúa (1992-2017) terá lugar a abertura oficial do Processo da Causa de Canonização de Luisa Mafu e Companheiros, Mártires de Guiúa.

Neste processo estão implicadas todas as instâncias da Diocese de Inhambane desde logo, o seu Bispo, passando pelos sacerdotes diocesanos, congregações religiosas, as paróquias e as comunidades cristãs. Todos estão implicados neste processo, ele é de todos e para todos.

O envolvimento dos Missionários da Consolata

2 - O primeiro acto formal de preparação para o Processo da Causa dos Mártires do Guiúa foi a nomeação do Postulador da Causa. O Bispo de Inhambane, D. Adriano Langa, depois de ter pedido a autorização aos nossos superiores maiores, no dia 23 de Março de 2014, nomeou-me para o cargo de Postulador da Causa. O Postulador tem a responsabilidade de coordenar e animar o processo que leva ao reconhecimento das virtudes heroicas ou martírio dos candidatos a santos.

Segundo carta escrita pelo Bispo de Inhambane, diriida ao nosso Superior Geral, a motivação que o levou a nomear um Misionário da Consolata postulador da causa de beatificação dos Mártires do Guiúa reside no seguinte facto: os Missionários da Consolata, desde o início estão ligados aos Mártires do Guiúa. De facto, foram os Missionários da Consolata os co-fundadores do Centro Catequético do Guiúa (1972), os Missionários da Consolata que foram testemunhas do massacre (Padres André Brevi, Luís Ferraz e John Peter Njoroge). Nestes anos, foram sobretudo os Missionários da Consolata que deram a conhecer à Igreja este evento (foi notável o trabalho realizado pelo P. Francisco Lerma enquanto director do Centro do Guiúa).

De Janeiro a Abril de 2015, frequentei em Roma um curso de formação para postuladores, organizado pela Congregação da Causa dos Santos, com o objectivo de conhecer a legislação e o processo de uma causa de canonização. Em Junho de 2015, D. Adriano Langa, nomeou vice-postulador da causa o P. Sandro Faedi. Circular nº 1/17 Maputo, 6 de Março de 2017

O que foi feito até ao momento?

3 - O Bispo de Inhambane, depois de nomear o Postulador (2014), e de este ter preparado a documentação necessária (biografia dos Servos de Deus, elenco das testemunhas, e a petição para a introdução da Causa); pediu o parecer dos Bispos de Moçambique sobre a oportunidade de iniciar a causa de canonização dos Catequistas Mártires de Guiúa. Os Bispos da CEM deram um parecer favorável (Novembro 2015).

Em seguida, D. Adriano Langa pediu à Santa Sé o Nihil Obstat (uma declaração em que se diz que não existe nada contrário ao início da Causa) para a abertura efetiva do processo, após haver comprovado que a fama de martírio é sólida e baseada em fundamento real, está difundida e não foi provocada artificialmente. Feito isso, a Diocese de Inhambane recebeu o Nihil Obstat da Congregação da Causa dos Santos para iniciar e instruir o processo (Outubro 2016).

Entretanto, a Postulação contactou e identificou todas as pessoas que estão dispostas a dar o seu testemunho sobre os catequistas mártires e foi recolhida toda a documentação escrita sobre o martírio e os mártires (Janeiro-Fevereiro 2017) Quais são os passos seguintes no processo de canonização para reconhecer o Martírio de Luisa Mafu e Companheiros ?

4 - O próximo passo a dar é a realização do processo de canonização. Este processo tem duas fases distintas: a fase diocesana (o trabalho será feito em Moçambique) e a fase romana (o trabalho será feito em Roma-Vaticano).

a) Fase Diocesana

5 - Na fase diocesana do processo de canonização, que iniciaremos no próximo dia 25 de Março, o mais importante é o Inquérito: Interrogam-se as pessoas que conheceram directamente os catequistas (familiares, amigos, vizinhos) durante a sua vida e aquelas pessoas que foram testemunhas da sua morte de modo que se recolham todas as provas necessárias para o Papa poder declarar a sua santidade e martírio. Para esse efeito, uma comissão terá a tarefa de redigir as perguntas, presidir ao interrogatório de cada uma das testemunhas que forem convocadas e transcrever tudo o que for dito. Esta comissão de inquérito já foi nomeada e é constituida pelos seguintes padres que trabalham na Diocese de Inhambane: Guilherme Costa, Jeremias Moisés, Amaral Bernardo e Anastancio Gemo. A comissão tomará posse no dia 25 de Março, durante a sessão de abertura do processo da causa.

Para se ser mártir no sentido cristão não é suficiente ter derramado o sangue, é necessário que tenha sido morto por ódio à fé e que tenha aceite a morte com o espírito de fé. Por isso, a comissão de inquérito terá que interrogar as testemunhas do massacre dos catequistas para provar que verdadeiramente foram mortos por ódio à fé e que aceitaram morrer por Cristo.

Terminada a recolha de todos os testemunhos, a Postulador deverá preparar um dossier bem documentado sobre a vida e o martírio dos catequistas o qual será enviado pelo bispo diocesano à Congregação da Causa dos Santos, em Roma, onde se estabelece a validade do processo, ou seja, a constatação de que nada falta para o seu prosseguimento.

b) Fase Romana

6 – Após o exposto, tem início a segunda fase do processo, a chamada fase romana do processo de canonização. Toda a documentação e provas (escritas e orais) que recolheremos passará por um exame sério de consultores históricos e teológicos, nomeados pela Congregação da Causa dos Santos, que vão dar um parecer e um voto sobre o mérito da causa. Este parecer definitivo será em seguida submetido ao juízo de uma comissão de Cardeais e Bispos. Se esta comissão der voto positivo, o Santo Padre, em seguida, promulga o decreto de martírio e declarará os catequistas mártires do Guiúa Bem-Aventurados, dignos de culto liturgico e público.

Quanto tempo levará o processo de canonização dos Martires de Guiúa?

7 - Cada caso é um caso. Cada processo tem suas peculiaridades e, por isso, não podemos afirmar com precisão quanto tempo vai demorar. A Santa Sé não facilita no reconhecimento da santidade, mas olha com muito carinho para a Igreja em África. Para se chegar à canonização dos catequistas mártires do Guiúa há um longo e trabalhoso caminho. É esse caminho que estamos agora a iniciar percorrer. Pode demorar poucos anos se trabalharmos bem e colaborarmos com a nossa oração e a nossa ajuda.

O que é pedido a nós e às nossas comunidades?

8 - A parte canónico-jurídica desta Causa tem os seus caminhos e teremos de os seguir sob a orientação da Igreja. Há todavia um caminho que é de todos e sem o qual o processo ficaria debilitado na base: a Fé no martírio, entendido como testemunho dado pelo derramamento do sangue numa oferta da vida ao Senhor. È necessário continuar a animar os cristãos para um espírito de oração fervorosa a Deus por meio de Jesus Cristo, pedindo que nos mostre a Sua vontade para a realização deste objectivo que visa glorificar a Deus nos Seus Santos.

P. Diamantino Antunes, IMC

Superior Regional

Actualizado em Sexta, 10 Março 2017 10:00
 
Assembleia Pré-Capitular em Sagana - Quénia
Domingo, 18 Dezembro 2016 15:13

GrupoChegamos a Nairobi, eu e o P. Sisto, no dia 10 de Dezembro provenientes de Maputo. No dia seguir, juntamente com os outros membros da Assembleia, viajámos para Sagana onde ficámos hospedados no Centro de Espiritualidade Bethany House.

Na 2ª feira, dia 12 de Dezembro, a convite de Dom Anthony Ireri Mukobo IMC, Vigário Apostólico de Isiolo, visitámos a sede episcopal. A cidade de Isiolo encontra-se a cerca de 200 km a norte de Sagana, numa zona de savana, habitada em grande parte por população Turkana e Borana, na sua maioria pastores nomadas. Zona habitualmente muito seca, com as chuvas destes dias tudo estava verde. Visitámos a Missão de Campi Garba confiada aos Missionários da Consolata. Em seguida, fomos almoçar na casa episcopal de Isiolo. Estava presente todo o clero diocesano. À tarde, visitamos o Centro Pastoral do Vicariado. Já noite regressámos a Sagana.

Na manhã de terça feira, 13 de Dezembro houve um momento de Lectio Divina sobre a figura dos Apóstolos Paulo e Bernabé orientada pelo biblista polaco Voicieh Szypula SVD. Em seguida, tomou a palavra o Superior Geral, P. Stefano Camarlengo, convidando a olhar o próximo Capítulo Geral como um evento histórico na vida do Instituto que pode mudar o modo de agir dos Missionários da Consolata. Assembleia2Trata-se de preparar o futuro. Convidou-nos todos a sonhar o Instituto que queremos, sem recear a novidade, o incerto, ou o desconhecido. Sem perder a alegria de evangelizar e de construir comunidade.

Na tarde, desse dia os participantes da assembleia começaram o estudo e exame o Projeto Missionário Continental. Um texto programático que é o fruto de um trabalho realizado pelo Conselho Continental de África no triénio 2013-2015 e que apresenta as opções prioritárias do caminho unitário do continente assente em 4 áreas: Missão Ad Gentes, Animação Missionária e Vocacional, Formação de Base e Economia de Comunhão.

O trabalho realizado pela assembleia, de terça até sexta-feira, foi um trabalho longo, paciente, participado. As intervenções e os diferentes contributos permitiram melhorar o texto do projecto, explicitando melhor os conteúdos e melhorando as propostas.

O Conselho Continental, superiores de circunscrição, teve momento de encontro na noite de quinta-feira, 15 de Dezembro, com a Direcção Geral para tratar alguns assuntos de interesse comum do continente: o noviciado de Morogoro, o estudo da língua inglesa pelos postulantes no Centro de Línguas de Langata e o seu acompanhamento pela equipa formativa do seminário, a nova abertura IMC em Funda, Angola, o próximo encontro do Conselho Continental, etc.

Na sexta-feira de manhã, dia 16 de Dezembro, aprovamos por unanimidade o novo texto do Projeto que foi entregue à Direção Geral para que possa preparar o documento para o Capítulo (Instrumentum laboris) unindo o nosso trabalho ao dos outros continentes. O Instrumentum Laboris, depois da elaboração final, será enviado a todos os missionários.

O resto do tempo foi dedicado à reflexão e discussão sobre a futura reestruturação, governo e agrupamento das circunscrições do continente África. Antes, o conselheiro geral da Ásia e Europa e o conselheiro continental da América nos partilharam o caminho de comunhão e restruturação feito pelo Instituto em cada continente. A Assembleia pré-capitular de África deu neste dia um passo importante no caminho da continentalidade. Fez-se a opção unanime por uma estrutura de governo continental fundada numa confederação (conferência) das várias circunscrições de África.

Concluímos a Assembleia pré-capitular no Sábado de manhã celebrando a eucaristia, presidida pelo P. Stefano. Foi uma ocasião para dar graças a Deus pelo trabalho realizado e pelo de comunhão e colaboração vivido nestes dias. Agradecemos também o acolhimento fraternal que o Centro de Espiritualidade de Sagana nos ofereceu e pelo trabalho de logística feito pela Região do Quénia.

Padre Diamantino Antunes

 

Actualizado em Domingo, 18 Dezembro 2016 15:18
 
Um Ano de Missão
Quarta, 30 Novembro 2016 15:18

JoanaPO meu nome é Joana Peixoto, tenho 22 anos e cheguei a Moçambique em Janeiro deste ano.

Sou formada em Educação básica e educação pré-escolar e foram essas as áreas em que trabalhei, principalmente, na missão do Sagrada Coração de Jesus, Em Nova Mambone, distrito de Govuro, província de Inhambane.

Basicamente, o meu dia a dia foi passado nas duas componentes educativas existentes na missão: a Escolinha e a Biblioteca.

Na escolinha trabalhei essencialmente no acompanhamento das monitoras de forma a que pudessem melhorar as suas praticas. O balanço nesta fase final é para mim muito positivo pois elas foram capazes de se apropriar do que fomos fazendo juntas e agora já o fazem sozinhas, planificam boas actividades para os seus grupos de crianças e gerem o seu dia a dia com facilidade e dinâmica.

Joana P5Na biblioteca trabalhei, inicialmente, na organização do material e acompanhamento de estudantes. Aos poucos, jovens e crianças se foram aproximando para aprender a ler e escrever, foram trazendo colegas que também precisavam, amigos, e aos poucos, tornámo-nos num grande grupo. Agora já quase não cabemos na biblioteca. Fico bastante feliz em ver que muitos já aprenderam a ler e continuam a vir, porque gostam de estar juntos e agora, de acompanhar também os colegas que estão mais atrasados. Muitos, também, não se conheciam e agora já partilham futeboladas e idas ao rio.

Tentei, ainda, dedicar o meu tempo a viver todas as actividades da comunidade, participando e auxiliando naquilo que fosse necessário – com o grupo de jovens, com as crianças…JoanaP2

É verdade que sai de Portugal sozinha e que todos acharam um pouco estranho a forma como o encarei de uma forma simples, mas rapidamente isso se tornou numa forma ainda mais “bonita” de viver a minha missão. Fez com que vivesse mais próxima das pessoas e lhe dedicasse o meu tempo por inteiro. Fez com que a comunidade fosse a minha família o que tenho a certeza, tornou esta experiência muito mais especial. Podia ter só conhecido pessoas, mas sei que por este tempo, que parecia tanto e passou tão rápido, estivemos realmente juntos e que isso, pelo menos para mim, será para a vida.

Joana P3E sei que ficarei longe. Faz parte da missão o partir e o regressar. Agora, é também tempo de regresso ainda que não consiga imaginar como será voltar a casa depois de viver algo que nos transforma o coração.

Joana Peixoto

Actualizado em Quinta, 01 Dezembro 2016 06:54
 
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