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TETE: Catequistado São Barnabé e São Paulo de Uncanha

formazioneMissão de Uncanha aposta na formação de Catequistas

Esta missão, até há pouco tempo abandonada no distrito da Marávia, retomou a sua actividade com uma vocação particular: formar famílias de catequistas para três grandes missões confiadas aos Missionários da Consolata na Diocese de Tete: Fingoè, Uncanha e Zumbo-Miruro.
Os padres visitaram todas as comunidades espalhadas no imenso território, 29.000 km2, com uma população de 200.000 habitantes; organizaram encontros e cursos de formação para os catequistas. Tal não era ainda suficiente. As comunidades cristãs são muitas, 180 no total, e nas aldeias as pessoas pedem para conhecer Jesus e a Igreja Católica. Foram escolhidas e enviadas pelas comunidades de origem e pelos missionários 11 famílias para iniciar  formação. Partiram 2 da missão de Zumbo-Miruro, 7 da Missão de Uncanha e 2 da Missão de Fingoè. As comunidades empenharam-se com os seus magros recursos na construção das casas do catequistado e na manutenção, através do envio de comida, das famílias.

Os missionários de Fingoè, Padres Carlos Biella, Jacinto Mwallongo, Romão João e Franco Gioda, as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, o seminarista diocesano Joel Finiasse, os catequistas formados no Centro Catequético do Guiúa ajudam os catequistas no seu caminho de formação (Bíblia-catequese-promoção humana), de espiritualidade (momentos quotidianos de oração), de comunhão (famílias unidas pela vocação apostólica) e de missão (empenho pastoral nas comunidades próximas do catequistado).
Parte-se com a convicção de que são os catequistas os verdadeiros missionários porque estarão presentes na realidade quotidiana das suas comunidades. Serão esses a ajudá-las a acolher a Palavra de Deus, a estar próximo dos pobres em nome de Jesus. É importante que acolham Jesus na sua própria vida, caminhem em comunhão com a Igreja e sintam a exigência de “anunciar a todos” quem encontraram e o que estão vivendo.

Catequistas 2018Esta é uma das respostas dos Missionários da Consolata à situação pastoral que encontraram quando retomaram a evangelização nos distritos da Marávia e do Zumbo. Depois de tantos anos de abandono dada a ausência prolongada de missionários, optou-se por percorrer dois caminhos: a fundação de comunidades cristãs e a formação de catequistas para o seu acompanhamento.
O Superior Regional, durante a sua visita à comunidade IMC de Fingoè, teve oportunidade de visitar demoradamente o Catequistado de Uncanha e encontrar-se com os catequistas para uma avaliação do seu caminho formativo. Agradecem os Missionários da Consolata pela iniciativa de abrir o catequistado e destacam a sua relevância histórica e alcance pastoral: Casette definitive
  • O Catequistado devolveu a vida à missão fundada há 60 anos e mantida em funcionamento por um breve período de tempo (1958-1970) no meio de muitas dificuldades (a guerra colonial).
  • A missão estava em ruínas, hoje está viva, é um lugar bonito e tem o catequistado em funcionamento. Aqui está o coração da paróquia de Uncanha e das suas comunidades.
  • O catequistado está a formar catequistas que, apesar de já terem alguma formação e experiência pastoral, não é ainda suficiente para responder às necessidades das comunidades.
  • Mais catequistas precisam de ser formados para servir melhor as comunidades.
  • Os catequistas em formação reconhecem e agradecem o apoio em alimentação e géneros dados pela equipa missionária e as comunidades cristãs.

Depois de concluída a formação, que terminará no início de Novembro, as famílias receberão o envio missionário e voltarão às suas terras de origem ara servir melhor as suas comunidades cristãs.
Pranzo catechisti con famiglieNos Actos dos Apóstolos encontramos um exemplo e uma metodologia de caminho:a comunidade de Antioquia que preparara e envia Barnabé e Paulo.
No dia 25 de Janeiro deste ano, na Festa da Conversão/Vocação de São Paulo, cerca de 500 pessoas participaram na Missão de Uncanha, em representação de 180 comunidades, na Missa de abertura do Catequistado de São Barnabé e São Paulo. Rezam pelas 11 famílias de catequistas que estão iniciar o curso de formação de 1 ano para que tenham o espírito de acolhimento da Palavra que caracterizava a comunidade cristã de Antioquia e que se consumou no envio de Barnabé e de Paulo. Juntamente a estes dois grandes missionários fez-se memória dos catequistas “Mártires de Guiúa” para que do Céu rezem pelas famílias de catequistas e o catequistado.
Estas 11 primeiras famílias