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Consolata e Diocese de Gurué estão de Luto. Morreu D. Francisco Lerma

D. Francisco Lerma Martinez,  Bispo de Gurué e Missionário da Consolata  faleceu ontem ao fim da tarde em Maputo.P5305944

O seu desparecimento inesperado, aos 74 anos de idade, cheios de vitalidade, deixam todos os que com ele se cruzaram consternados. Dom Lerma, de nacionalidade espanhola, dedicou a maior parte da sua vida a missionária a Moçambique. Foi superior dos Missionários da Consolata tendo sido, durante o seu mandato, nomeado Bispo da Diocese do Gurué. Completaria em breve 10 anos à frente desta Diocese.

Dedicou-se abnegadamente à formação dos agentes de pastoral a todos os níveis. Tinha grande perícia pastoral, demonstrada em tantos serviços que prestou na Igreja de Moçambique e no Instituto dos Missionários da Consolata, seja como pároco, coordenador da pastoral diocesana, formador e responsável pelo Secretariado da Missão dos Missionários da Consolata. Foi também um investigador e escritor profícuo sobre temas ligados sobretudo à cultura e à pastoral. Escreveu a primeira biografia dos catequistas mártires de Guiúa. Dom Francisco Lerma foi um missionário de alma e coração. Num corpo franzino coexistia um espírito forte, corajoso e inovador. Amava e conhecia profundamente Moçambique, o seu povo, cultura e a Igreja. Deixa em todos nós a memória da sua amizade e o exemplo da sua dedicação e amor ao trabalho e deixa neste país e na sua igreja a marca indelével das suas obras e do seu testemunho de alegria e fé.

 

MEMÓRIA DE DOM FRANCISCO LERMA (1944-2019)
MISSIONÁRIO DA CONSOLATA

Dom Francisco Lerma nasceu em El Palmar – Murcia, em Espanha, a 4 de maio de 1944. Entrou no Instituto dos Missionários da Consolata em agosto de 1965, vindo do seminário diocesano de Murcia. Fez a profissão religiosa a 2 de outubro de 1966 e foi ordenado sacerdote no dia 20 de dezembro de 1969.
Chegou a Moçambique a 8 de março de 1971. Trabalhou na diocese de Lichinga, na missão de Maúa (1971–1974) e em fevereiro de 1974 é nomeado director do Centro Catequético Diocesano de Curea (1974– 1976), na actual Missão de Etatara, onde se dedicou à formação de famílias de catequistas da diocese de Lichinga.
Em março de 1976, depois da nacionalização do Centro Catequético, foi nomeado pároco de Cuamba (1976–1979), trabalhando na criação e animação de comunidades cristãs ministeriais. Em Setembro de 1977 foi delegado da diocese de Lichinga na Iª Assembleia Nacional de Pastoral que teve lugar na cidade da Beira.

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Massangulo: Peregrinação dos jovens ao Monte da Cruz

IMG 20190423 WA0007Jovens sobem ao monte em Massangulo

O passado dia 13 de Abril estava coberto de uma densa camada acinzentada com um intenso orvalho várias vezes perfurado pela chuva e chuvisco. No programa tínhamos a substituição da velha cruz já gasta pelo tempo. O grupo dividiu-se em dois sendo acompanhado pelo Pe. João Nascimento  que tomou a dianteira, para debravar caminho, seguindo-se depois o P. Diamantino Antunes, com o resto dos jovens. Antes porém, no pátio da Missão, levantámos a cruz e formando um círculo à sua frente rezámos e implorámos a bênção divina para que tudo pudesse correr bem. 

Num serpenteado ascendente o grupo foi avançando, parando de vez em quando para recuperar a respiração e permitir o rendimento dos que carregavam a cruz. Devido ao entrelaçado de liambas e à estreiteza de certas partes IMG 20190423 WA0010do sendeiro pelos penedos que o ladeavam, o esforço dos jovens chegava a ser notável. O último obstáculo, o mais desafiante, foi mesmo já na parte final na subida para a grande superfície de pedra onde deveria ser colocada a cruz. O segundo grupo porem tardava em chegar, por se ter perdido mas com a ajuda de telemóveis os primeiros  ajudaram os últimos e todos se puderam encontrar.

Iniciou-se então a eucaristia presidida pelo pe Diamantino. Na sua homilia referiu o simbolismo da montanha na linguagem bíblica como proximidade com Deus e enalteceu o entusiasmo e coragem dos jovens que, apesar do nevoeiro e da chuva e mesmo tendo-se transviado, não desistiram nem desanimaram mas se mantiveram firmes e fiéis até ao cimo.  Depois da eucaristia, um grupo considerável de jovens, liderados pelo animador Fernando, prepararou o betão que serviria para fixar a base da nova cruz e embuti-la, preservando-a assim da corrosão da ferrugem. Quando o trabalho estava quase concluído, chegou ainda outro grupo, liderado pelo Sr Estevão mais o grupo Bwana vindos para nos apoiarem.

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Saudação do Bispo Eleito de Tete
Diamantino

Bispo eleito de Tete dirige Saudação aos dicocesanos

 

MENSAGEM AO POVO DE DEUS DA DIOCESE E TETE
Gaudium et Spes – Alegria e Esperança


Saúde, paz e benção em Jesus Cristo Nosso Senhor e Salvador são os votos tradicionais e cristãos que a todos deseja o novo Pastor, eleito, da Igreja de Tete.
1 - Neste dia em que me apresento a vós, caros diocesanos, a primeira palavra não pode deixar de ser de comunhão. Comunhão com o povo da nossa Província Eclesiástica da Beira que vive uma situação de sofrimento e angústia após a passagem do ciclone IDAI e as cheias subsequentes. Comunhão com  todos os que sofreram os efeitos da calamidade que se abateu sobre as províncias de Sofala, Chimoio e nalgumas zonas da província de Tete e da província da Zambézia. Muitos ficaram sem os seus entes queridos, sem casa e sem bens.
O momento que atravessamos convoca-nos à união, à oração e à acção.
2- Quero partilhar também dois sentimentos que experimento hoje. Humidade e confiança.
Humildade por me sentir pequeno perante a enorme tarefa que me espera – agora agravada com as feridas abertas nos últimos dias -  e também pelo receio de desmerecer a confiança e a expectativa em mim depositadas.
Mas, a graça de Deus depositou em mim também a “confiança”. Confiança  por ir trabalhar convosco no anúncio do Evangelho nas terras de Tete, uma das primeiras regiões de Moçambique onde chegaram os arautos do Evangelho. Confiança que reside na certeza de que quem trabalha por Deus e se deixa inspirar por Ele não se atemoriza com as dificuldades, pois Ele as saberá converter em caminhos de esperança. Caminhos que nos reúnem e nos conduzem a Ele.
3 . Dirijo a todos e a cada um dos habitantes da vasta Diocese de Tete a minha saudação  cordial.
- Saúdo o clero diocesano, os missionários e missionárias de todas as congregações, os seminaristas, os catequistas e leigos empenhados no trabalho de evangelização e promoção humana nas paróquias, as comunidades cristãs, as escolas e as outras obras sociais.
- Dirijo também a minha saudação amiga, juntamente com a minha bênção pastoral, a todos os fiéis da Diocese de Tete, batizados e catecúmenos.
- Saúdo igualmente e com profunda sinceridade os irmãos de outras igrejas e os fiéis de todas as confissões religiosas presentes na Província de Tete. A todos ofereço, com as saudações de um novo vizinho que chega, a minha leal amizade.
- Saúdo, agora as Exmas. autoridades que representam todos aqueles que acabei de referir. O Exmo. Governador da Província, as autoridades administrativas e as autoridades comunitárias. Dirijo a todos as minhas respeitosas saudações, com a certeza antecipada de sincera amizade e mútua colaboração.
Para todos os meus votos de abundantes bençãos de Deus .
4 - Nem eu nem vós prevíamos que viríamos a encontrar-nos e a trabalhar juntos. Se foi para vós surpresa a escolha do novo Bispo de Tete, também o foi para mim. São os desígnios da Providência que, juntos, iremos encarar com alegria e esperança.
Desejais naturalmente saber quem é este vosso irmão na fé, que muitos ainda não conhecem certamente e que também é o vosso Pastor.
O meu nome completo é: Diamantino Guapo Antunes. Nasci há 52 anos numa aldeia próxima de Fátima, em Portugal, no seio de uma família simples e pobre, mas rica em fé e união. Muito jovem, entrei no seminário dos Missionários da Consolata em Fátima. Depois de concluído o curso teológico em 1992, pedi para ser enviado como missionário para Moçambique. Trabalhei na diocese de Lichinga, na paróquia de Cuamba, entre 1992 e 1994, onde fui ordenado diácono e me preparei para a ordenação sacerdotal, que recebi em Fátima no dia 30 de Julho de 1994 - foi já há 25 anos -. Regressei a Moçambique como sacerdote-missionário em 1999. Trabalhei na diocese de Lichinga, nas paróquias de Mepanhira, Mecanhelas e Entre-Lagos, no sul do Niassa, na fronteira com o vizinho Malawi. Em 2006 comecei a trabalhar na diocese de Inhambane, primeiro na Paróquia de Nova Mambone, junto ao rio Save, e depois na paróquia e no Centro Catequético de Guiúa, próximo de Inhambane. Em 2014, fui designado Superior Regional dos Missionários da Consolata em Moçambique, tarefa que desempenhei até hoje.
5 - Preparo-me agora para seguir para junto de vós com o propósito de servir. Assim Deus me ajude contando com a colaboração, o apoio e, se assim o concederdes, a amizade de todos vós.
Confiado em Deus e na protecção da Nossa Mãe do Céu e de São Tiago, Patrono da Diocese de Tete, despeço-me com amizade.
Rezai por mim
Continuação de uma fecunda Quaresma.
Votos de uma Santa Páscoa
Guiúa, 22 de Março de 2019


Padre Diamantino Antunes IMC
Bispo eleito de Tete

 
Guiúa: Peregrinação ao Santuário Diocesano de Maria Rainha dos Mártires

IMG 20190324 WA0000Neste fim de semana, realizou-se no Guiúa a peregrinação Diocesano ao Santuário de Maria Rainha dos Mártires. Durante todo o dia de sábado os peregrinhos foram chegando. Acorreram em procissão até ao lugar do martírio e rezaram pelos pelos catequistas assassinados. À noite, depois da cerimónia de encerramento da fase diocesana do processo de beatificação, houve adoração na igreja da paróquia.

Este domingo, dia 24 de Março, realizou-se a peregrinação ao Santuário Diocesano de Maria Rainha dos Mártires, situado no Guiúa, no lugar onde os Servos de Deus Luísa Mafo e Companheiros estão sepultados. Milhares de fiéis, provenientes das 22 missões/paróquias de Inhambane testemunharam e celebraram com alegria a sua fé, manifestando o seu amor e devoção à Mãe do Céu, Rainha dos Mártires.

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Conclusão da Fase Diocesana do Processo de Beatificação dos Servos de Deus Luísa Mafo e Companheiros

IMG 20190323 WA0024Inhambane-Guiúa: Conclusão da Fase Diocesana do Processo de Beatificação dos Servos de Deus Luísa Mafo e Companheiros, catequistas 

No passado dia 23 de Março realizou-se no Centro Catequético de Guiúa, Diocese de Inhambane, a sessão de encerramento da fase diocesana do Inquérito da causa de beatificação e canonização de um grupo de catequistas e seus familiares mortos por ódio à fé.
Esta é a primeira causa de beatificação iniciada e concluída, na sua fase diocesana em Moçambique.
Em 23 de Março de 2014 percebendo a fama de martírio da catequista Luísa Mafo e Companheiros, testemunhada pelo Povo de Deus, o bispo de Inhambane,  D. Adriano Langa, deu o primeiro passo para a causa da sua beatificação.

Nomeo postulador, o Padre Diamantino Antunes, agora bispo eleito de Tete, para seguir o processo. Em 2016, o bispo de Inhambane, depois de consultar os bispos de Moçambique sobre a oportunidade de avançar com o processo de beatificação, recebeu da Congregação para a Causa dos Santos, o organismo do Vaticano responsável pelas causas de beatificação e canonização, o "nihil obstat" (autorização)  para abertura do Inquérito diocesano para a  Causa de Beatificação dos Catequistas Mártires do Guiúa.
A sessão de abertura do processo diocesano, na qual os membros do Tribunal diocesano juraram, teve lugar no dia 25 de Março de 2017, por ocasião dos 25 anos da morte dos Luísa Mafo e Companheiros, na Igreja Paroquial de Guiúa. Para a função de Delegado Episcopal foi nomeado o Frei Guilherme da Costa Gonçalves; para Promotor de Justiça, o Pe. Jeremias Moisés dos Santos; para a função de Notário Atuário, o Frei Amaral Bernardo Amaral e para a função de Notário Adjunto, o P. Anastancio Gemo.
A Fase Diocesana do Processo de Beatificação dos Servos de Deus foi concluída pelo Tribunal Eclesiástico da Diocese de Inhambane no dia 23 de Março, na sessão de encerramento.  O trabalho realizado durou 2 anos. O tribunal reuniu-se em 31 sessões na diocese de Inhambane e nas arquidioceses de Maputo e da Beira. Foram interrogados 134 testemunhas entre familiares, colegas, missionários e testemunhas do massacre de 22 de Março de 1992. Os documentos recolhidos e que contêm o depoimento das testemunhas interrogadas e os documentos escritos conservados nos arquivos somam 3.940 páginas. Os originais desta documentação (Archetipo) foram e lacrados e arquivados na Diocese de Inhambane e duas cópias (Transunto e Cópia Pública) foram encaminhadas hoje para a Santa Sé, pelo Portador escolhido, Mons. Cristiano Antonietti, encarregado de Negócios da Nunciatura Apostólica em Moçambique.
Na  sessão pública de encerramento, testemunhada por milhares de peregrinos que ocorreram ao Guiúa, foram realizadas as formalidades canónicas de encerramento da fase diocesana do Processo de Beatificação.

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