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Em memória do Padre Salvador Forner (1936-2018), Missionário da Consolata

P. SalvadorMissionário da Consolata faleceu este sábado em Maputo

Inesperadamente, o Padre Salvador Forner, Missionário da Consolata, partiu para a Casa de Deus Pai. 

Os Missionários da Consolata perderam um grande missionário e também todos quantos conviveram com ele, de modo particular no Maputo e no Niassa. Por onde passou continua a ser uma referência pelo seu testemunho de fé, inteligência e bondade.

O Padre Salvador Forner nasceu em Offanengo-Crema, no norte de Itália em 1936. Na Acção Católica amadureceu a sua fé e empenhou-se no serviço à Igreja. Sentindo-se chamado à vida sacerdotal e missionária, ingressa já adulto no Instituto dos Missionários da Consolata. Depois dos estudos de Teologia, foi ordenado sacerdote a 23 de Dezembro de 1967.

Chegou pela primeira vez a Moçambique em 1969. Aqui viveu grande parte da sua vida missionária dando o melhor de si mesmo ao serviço da missão. Nas missões de Maiaca e Majune, no Niassa, no contexto da guerra colonial, viveu momentos dramáticos e sofreu com o povo, por quem fez tudo o que estava ao seu alcance, sobretudo os mais pobres e indefesos. Em 1974 foi destinado a Portugal para trabalhar na formação de missionários nos seminários da Consolata de Abrantes e Cacém-Lisboa. Formou com o seu exemplo e rigor dezenas de jovens, um bom número dos quais chegou ao sacerdócio. Regressou a Moçambique em 1987 para trabalhar na Machava, dando um importante impulso pastoral à Paróquia da Sagrada Família. Em 1991 foi destinado a Cuamba, na diocese de Lichinga, onde durante quase 10 anos foi responsável pela cura pastoral das comunidades cristãs das missões de Cuamba e Mitúcue. Grande foi o seu empenho em favor dos refugiados de guerra civil que chegavam no pátio da casa dos padres com as mãos cheias de nada e de lá saiam com um pouco de comida, uma enxada e uma manta. Foi benfeitor generoso de centenas de órfãos e crianças mal-nutridas no Centro Nutricional de Cuamba. Dotou Cuamba com uma das primeiras e melhores escolas secundárias do Niassa, a Escola Padre Eugénio Menegon. No ano 2000 voltou a Maputo para trabalhar nas paróquias de Liqueleva e Liberdade e em 2009 regressou ao Niassa, então para trabalhar na missão de Massangulo.
A partir de 2015 prestou um humilde e generoso serviço na Casa Regional dos Padres da Consolata e na Paróquia dos Mártires do Uganda.
O padre Salvador acreditou e trabalhou. Em tudo amou e serviu vivendo totalmente para os outros, nunca pedindo nada em troca, nem mesmo qualquer tipo de reconhecimento humano.
Dizia o Beato Allamano que o sacerdote é sobretudo o homem da caridade; ele é padre mais para os outros do que para si mesmo. Durante a sua vida missionária o padre Salvador inspirou-se nesta regra de vida e incarnou-a na sua acção. Fez o bem, sem alarde ou procura de visibilidade

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TETE: Catequistado São Barnabé e São Paulo de Uncanha

formazioneMissão de Uncanha aposta na formação de Catequistas

Esta missão, até há pouco tempo abandonada no distrito da Marávia, retomou a sua actividade com uma vocação particular: formar famílias de catequistas para três grandes missões confiadas aos Missionários da Consolata na Diocese de Tete: Fingoè, Uncanha e Zumbo-Miruro.
Os padres visitaram todas as comunidades espalhadas no imenso território, 29.000 km2, com uma população de 200.000 habitantes; organizaram encontros e cursos de formação para os catequistas. Tal não era ainda suficiente. As comunidades cristãs são muitas, 180 no total, e nas aldeias as pessoas pedem para conhecer Jesus e a Igreja Católica. Foram escolhidas e enviadas pelas comunidades de origem e pelos missionários 11 famílias para iniciar  formação. Partiram 2 da missão de Zumbo-Miruro, 7 da Missão de Uncanha e 2 da Missão de Fingoè. As comunidades empenharam-se com os seus magros recursos na construção das casas do catequistado e na manutenção, através do envio de comida, das famílias.

Os missionários de Fingoè, Padres Carlos Biella, Jacinto Mwallongo, Romão João e Franco Gioda, as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, o seminarista diocesano Joel Finiasse, os catequistas formados no Centro Catequético do Guiúa ajudam os catequistas no seu caminho de formação (Bíblia-catequese-promoção humana), de espiritualidade (momentos quotidianos de oração), de comunhão (famílias unidas pela vocação apostólica) e de missão (empenho pastoral nas comunidades próximas do catequistado).
Parte-se com a convicção de que são os catequistas os verdadeiros missionários porque estarão presentes na realidade quotidiana das suas comunidades. Serão esses a ajudá-las a acolher a Palavra de Deus, a estar próximo dos pobres em nome de Jesus. É importante que acolham Jesus na sua própria vida, caminhem em comunhão com a Igreja e sintam a exigência de “anunciar a todos” quem encontraram e o que estão vivendo.

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Angola: Visita pastoral á Paróquia de Nossa Senhora da Consolata de Funda, Diocese de Caxito

Angola 2Crisma e despedida do Bispo de Caxito

O dia 12 de maio amanheceu cinzento e estranhamente chuvoso em Funda. Os missionários da Consolata, Padres Sylvester, Heradius e Luiz António e os fiéis ficaram apreensivos.  O dia era de festa e a chuva impedia que a missa fosse celebrada ao ar livre. 
Os fiéis reservaram os seus lugares desde as 6 da manhã, para a grande celebração eucarística na qual seriam crismados 168 jovens e adultos. A chuva veio só de modo tímido para refrescar o dia e as nuvens densas formadas acabaram por propiciar uma sombra agradável evitando uma celebração ao sol.

A festa começou às 10h15. O ambiente foi decorado primorosamente pelas irmãs missionárias. Pais, padrinhos e crismandos trajaram arigor. Na cerimónia os cânticos invocavam o Espírito Santo sobre os presentes e o clima de oração era emocionante.

O senhor bispo, Dom António Jaca, na sua homilia, por várias vezes desafiou os Crismandos a darem testemunho da fé recebida ao mundo e não poupou-lhes com o convite a construírem uma comunidade paroquial sólida. Este grupo de Crismados, por ser o primeiro,  tem uma responsabilidade maior no crescimento da Paróquia.

D. António felicitou os três Missionários da Consolata, apesar de ainda jovens, por abraçarem tão radicalmente a missão confiada aos Missionários da Consolata nesta Paróquia e encorajou-nos a seguir com este mesmo entusiasmo e amor pela missão.

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Massangulo Festeja 50 anos da capela de Nossa Senhora de Fátima de Catur-Itepela

ItepeleIgreja de Itelpela renovada e um agradecimento especial ao antigo animador.

Um dos edifícios mais importantes de Itepela é a igreja-capela dedicada a Nossa Senhora de Fátima. Foi inaugurada no dia 19 de Junho de 1968, com a bênção do primeiro bispo de Lichinga, Dom Eurico Dias Nogueira. Com os anos a capela foi sofrendo a erosão do tempo e dos homens. A equipa missionária de Massangulo tem reanimado a comunidade. Um trabalho que passa por visitas mais frequentes, organização da catequese, eleição dos novos responsáveis e reabilitação da capela.Para recordar os 50 anos da inauguração da capela, com o apoio dos cristãos, o P. João Nascimento e o seminarista Nelson, puseram mãos à obra e reabilitaram-na com pequenos trabalhos e pintura. Agora com a cara lavada e apresenta-se bem e dá gosto vê-la de perto e de longe, quantos passam por ali.
Para além da renovação das estruturas físicas, renovou-se também a direcção da comunidade cristã. O catequista Luís Dauda, um antigo professor da missão, há muito anos que era o catequista-animador e faz tudo da comunidade. O novo pároco de Massangulo agradeceu-lhe todo o trabalhado feito - e foi muito -  mas constatando a necessidade de dar o lugar aos mais jovens na condução dos católicos de Itepela convocou eleições e foram escolhidos novos responsáveis.Itepele AnimadorA celebração dos 50 anos da capela, o agradecimento pelo trabalho realizado pelo Luís Dauda e a tomada de posse dos novos animadores foram vividos num clima de festa. A ocasião não se fez esperar. A memória litúrgica da Aparição de Nossa Senhora em Fátima, dia 13 de Maio. Tudo foi preparado por todos, para ser a festa de muitos. De Massangulo vieram os jovens com a equipa missionária. Chegaram na véspera, no dia 12 de Maio. Houve procissão de velas pelas ruas de Itepela. No dia seguinte a Missa Solene foi celebrada na capela renovada.

Foram apresentados os catequistas e animadores eleitos pela comunidad e foi também a festa de despedida e agradecimento ao velho catequista Luís Dauda. A comunidade cristã muito lhe deve.Esteve sempre presente, sobretudo nos momentos difíceis.

A comunidade e a equipa missionária mobilizaram-se e compraram-lhe uma bicicleta que ele há muito desejava. Ofereceram-lha durante a celebração de acção de graças e a alegria do antigo animador é difícil de descrever. Radiante agradeceu o gesto da comunidade. Todos rezaram para que Deus lhe continue a dar forças para pedalar pelos caminhos de Itepela.

 A localidade de Itepela fica a 20 km de Massangulo. O seu nome, antes da independência era Catur, como o nome do homónimo régulo, Manuel Catur. Este era  um católico e lider de um regulado maioritariamente muçulmano.

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Diocese do Gurué faz Peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima de Muliquela-Ile

Gurué Peregrinação7ª Peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima de Muliquela vivida no contexto do Jubileu dos 25 anos da criação da Diocese de Gurúè..

As cerimónias foram presididas por Dom Francisco Lerma, Missionário da Consolata, Bispo de Gurúè, acompanhado por vários sacerdotes do clero diocesano e religiosos. Participaram mais de três mil e quinhentos peregrinos procedentes de 12 Paróquias da Regiões Pastorais Norte e Centro da Diocese.
A partir das 13h00 de Sábado 12 de Maio, os peregrinos foram concentrando-se no lugar escolhido, num recinto junto à Estrada Nacional em direcção a Muliquela.
Por volta das 16h30, depois das Boas Vindas  aos peregrinos, Dom Francisco deu início à procissão. A Imagem de Nossa Senhora de Fátima foi transportada num andor, adornado com flores, aos ombros dos peregrinos. Durante o trajecto até ao Santuário, rezou-se o Terço e entoaram-se cânticos marianos de louvor e de penitência.
No Templo Paroquial do santuário, foram apresentados os vários grupos de peregrinos, seguindo-se a eucarista. Dom Francisco presidiu à Solene Eucaristia em honra da Virgem Maria. Concelebraram os Párocos das Paróquias participantes na Peregrinação.
Na homilia, Dom Francisco exortou os peregrinos a viver este Ano Jubilar dos 25 anos da criação da Diocese. seguindo os passos de Maria, especialmente no louvor e agradecimento como ela fez, na Penitência e conversão e na renovação dos nossos compromissos como baptizados.
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