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Tete: Sagração Episcopal de Dom Diamantino Antunes


P1020107Neste Domingo, dia 12 de Maio, celebrou-se em Tete a sagração episcopal de Dom Diamantino Antunes, Missionário da Consolata.

A cerimónia teve início às 9 horas da manhã e decorreu num amplo terreiro à frente da catedral de Santiago. Acorreu uma multidão de fiéis de todas as próquias da diocese e representantes de todas as outras dicoceses de Moçambique, incluindo numerosos fiéis das comunidades do Niassa e Inhambane onde Dom Diamantino exerceu o seu ministério sacertotal. As autoridades fizeram-se representar, marcando presença a ministra do trabalho, Victória Diogo, em representação do governo e o governador de Tete, Paulo Auadi, bem como outras individualidades.

A cerimónia foi concelebrada por todos os sacerdotes de Tete e de outras dioceses num número que ascendia a mais de 100 presbíteros, estiveram também presentes numerosas irmãs de variadas congregações. Foi sagrante o arcebispo D. Inácio Saúre que foi companhado pela quase totalidade do episcopado Moçambicano, num verdadeiro testemunho de unidade e comunhão da Igreja de Moçambique, facto esse que foi enaltecido mais tarde pelo presidente da conferência episcopal  moçambicana, A liturgia foi muito participada e o ambiente extraordinário para o que contribuiu a prestação do coro, acompanhado por toda a assembleia. As danças litúrgicas foram também muito bem executadas em clima de profunda fé, comunhão e alegria, como fazendo juz ao lema episcolal "Gaudium et Spes - Alegria e Esperança" P1020046

Na homilía o Arcebispo ordenante, D. Inácio Saure; fazendo menção à missão de Cristo Bom Pastor sublinhou o sonho missionário de chegar a todos e a beleza de ser pastor, referindo a importância e a sabedoria de saber caminhar à frente do povo mas também atrás para o saber esperar e acompanhar quando se atrasa. Salientou a importância de aceitar também as ideias das ovelhas que se correm mais depressa e a todos apelou à capacidade de ajustarem os ritmos de modo a seguirem juntos o caminho do bem. Por fim aconselhou o novo bispo a administrar o espírito de santidade e a comunicar o espírito de verdade com a consciência de que o episcopado é antes de tudo um serviço.

P1020112O momento da sagração foi vivido com profunda solenidade por todos, perante uma assembleia em silêncio onde só a suavidade dos cânticos se fez sentir.

Antes da benção final foram lidas mensagens da diocese de Tete, do seu Administrador Apostólico, do Superior Geral do Instituto dos Missionário da Consolata e do governador da província de Tete, finalmente, o bispo Dom Lúcio falou em nome da Conferência Episcopal moçambicana e o Núncio apostólico leu a bula do Papa Francisco que nomeia Dom Diamantino como novo bispo de Tete.P1020157

No final da missa Dom Diamantino acolheu a numerosa multidão que acorreu para o saudar, a todos dedicando uma palavra de saudação e agradecimento.

O novo bispo de Tete, Diamantino Antunes, é um missionário da Consolata português, originário de Albergaria dos Doze, freguesia do município de Pombal, que tem trabalhado em Moçambique toda a sua vida. É o quinto bispo de Tete diocese que foi criada em 1962. cuja extensão territorial considerável ascende aos 102 mil kilómetros quadrados . A diocese conta apenas apenas com 12 padres diocesanos, 39 sacerdotes religiosos e 65 irmãs religiosas.

P1020096É com entusiasmo, alegria e eserança que Dom Diamantino se prepara para o exercício do seu ministério episcopal

Salinte-se que o presidente da república português, Marcelo Rebelo de Sousa fez chegar uma mensagem de felicitações ao novo bispo e ao povo Moçambicano que foi lida, durante o almoço que se sucedeu á cerimónia religiosa, pelo superior regional dos missionários da Consolata de Portugal, P. Eugénio Butti.

Apesar de longo o dia ainda contava com mais uma manifestação de júbilo por parte das paróquias e movimentos da diocese que prepararam momentos recreativos de alegria criatividade  e comunhão muito aplaudidos por toda a assistência entre a qual se encontrava o novo Bispo, Dom diamantino, os outros bispos presentes e o governador de Tete.

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Milhares de Pessoas nas Cerimónias Fúnebres de D. Francisco Lerma,

IMG 20190503 WA0007Esta 6ª feira, dia 03 de Maio, milhares de pessoas marcaram presença nas cerimónias fúnebres de D. Francisco Lerma, no Guruè, no norte de Moçambique. As cerimónias foram precedidas por um impressionante cortejo desde Nampula, onde o corpo chegou, de avião. Logo à entrada da diocese de Gurué, a população, em massa, acorreu a despedir-se do seu amado Bispo o que obrigou a várias paragens pelo caminho. 

Nas ccerimónias fúnebres estiveram presentes os bispos da Conferência Episcopal de Moçambique e dezenas de sacerdotes e religiosas. O segundo bispo de Guruè, falecido no Maputo no dia 24 de Abril, foi sepultado numa cripta na nova capela que foi agora aberta, junto da catedral. A missa fúnebre foi presidida por D. Lúcio Muandula, actualmente presidente da Conferência Episcopal, e a homilia feita por D. Inácio Saúre, missionário da Consolata, arcebispo de Nampula, o qual falou de Dom Lerma como um incansável servidor do Evangelho e da Igreja.

No final da celebração foram algumas das muitas mensagens de condolências recebidas, das quais se destacam a da Secretaria de Estado do Vaticano em nome do Papa, do Presidente da República de Moçambique, dos bispos moçambicanos, do clero e religiosos. Os testemunhos dados aliam sentimentos de admiração e agradecimento pela grande figura pessoal, eclesial e social de Dom Francisco Lerma. Um zeloso pastor missionário que amou este povo e para ele se deu totalmente. Os seus sacerdotes testemunharam que uma boa parte daquilo que a diocese é se deve em parte à inspiração das suas palavras, presença e generosidade.

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Consolata e Diocese de Gurué estão de Luto. Morreu D. Francisco Lerma

D. Francisco Lerma Martinez,  Bispo de Gurué e Missionário da Consolata  faleceu ontem ao fim da tarde em Maputo.P5305944

O seu desparecimento inesperado, aos 74 anos de idade, cheios de vitalidade, deixam todos os que com ele se cruzaram consternados. Dom Lerma, de nacionalidade espanhola, dedicou a maior parte da sua vida a missionária a Moçambique. Foi superior dos Missionários da Consolata tendo sido, durante o seu mandato, nomeado Bispo da Diocese do Gurué. Completaria em breve 10 anos à frente desta Diocese.

Dedicou-se abnegadamente à formação dos agentes de pastoral a todos os níveis. Tinha grande perícia pastoral, demonstrada em tantos serviços que prestou na Igreja de Moçambique e no Instituto dos Missionários da Consolata, seja como pároco, coordenador da pastoral diocesana, formador e responsável pelo Secretariado da Missão dos Missionários da Consolata. Foi também um investigador e escritor profícuo sobre temas ligados sobretudo à cultura e à pastoral. Escreveu a primeira biografia dos catequistas mártires de Guiúa. Dom Francisco Lerma foi um missionário de alma e coração. Num corpo franzino coexistia um espírito forte, corajoso e inovador. Amava e conhecia profundamente Moçambique, o seu povo, cultura e a Igreja. Deixa em todos nós a memória da sua amizade e o exemplo da sua dedicação e amor ao trabalho e deixa neste país e na sua igreja a marca indelével das suas obras e do seu testemunho de alegria e fé.

 

MEMÓRIA DE DOM FRANCISCO LERMA (1944-2019)
MISSIONÁRIO DA CONSOLATA

Dom Francisco Lerma nasceu em El Palmar – Murcia, em Espanha, a 4 de maio de 1944. Entrou no Instituto dos Missionários da Consolata em agosto de 1965, vindo do seminário diocesano de Murcia. Fez a profissão religiosa a 2 de outubro de 1966 e foi ordenado sacerdote no dia 20 de dezembro de 1969.
Chegou a Moçambique a 8 de março de 1971. Trabalhou na diocese de Lichinga, na missão de Maúa (1971–1974) e em fevereiro de 1974 é nomeado director do Centro Catequético Diocesano de Curea (1974– 1976), na actual Missão de Etatara, onde se dedicou à formação de famílias de catequistas da diocese de Lichinga.
Em março de 1976, depois da nacionalização do Centro Catequético, foi nomeado pároco de Cuamba (1976–1979), trabalhando na criação e animação de comunidades cristãs ministeriais. Em Setembro de 1977 foi delegado da diocese de Lichinga na Iª Assembleia Nacional de Pastoral que teve lugar na cidade da Beira.

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Massangulo: Peregrinação dos jovens ao Monte da Cruz

IMG 20190423 WA0007Jovens sobem ao monte em Massangulo

O passado dia 13 de Abril estava coberto de uma densa camada acinzentada com um intenso orvalho várias vezes perfurado pela chuva e chuvisco. No programa tínhamos a substituição da velha cruz já gasta pelo tempo. O grupo dividiu-se em dois sendo acompanhado pelo Pe. João Nascimento  que tomou a dianteira, para debravar caminho, seguindo-se depois o P. Diamantino Antunes, com o resto dos jovens. Antes porém, no pátio da Missão, levantámos a cruz e formando um círculo à sua frente rezámos e implorámos a bênção divina para que tudo pudesse correr bem. 

Num serpenteado ascendente o grupo foi avançando, parando de vez em quando para recuperar a respiração e permitir o rendimento dos que carregavam a cruz. Devido ao entrelaçado de liambas e à estreiteza de certas partes IMG 20190423 WA0010do sendeiro pelos penedos que o ladeavam, o esforço dos jovens chegava a ser notável. O último obstáculo, o mais desafiante, foi mesmo já na parte final na subida para a grande superfície de pedra onde deveria ser colocada a cruz. O segundo grupo porem tardava em chegar, por se ter perdido mas com a ajuda de telemóveis os primeiros  ajudaram os últimos e todos se puderam encontrar.

Iniciou-se então a eucaristia presidida pelo pe Diamantino. Na sua homilia referiu o simbolismo da montanha na linguagem bíblica como proximidade com Deus e enalteceu o entusiasmo e coragem dos jovens que, apesar do nevoeiro e da chuva e mesmo tendo-se transviado, não desistiram nem desanimaram mas se mantiveram firmes e fiéis até ao cimo.  Depois da eucaristia, um grupo considerável de jovens, liderados pelo animador Fernando, prepararou o betão que serviria para fixar a base da nova cruz e embuti-la, preservando-a assim da corrosão da ferrugem. Quando o trabalho estava quase concluído, chegou ainda outro grupo, liderado pelo Sr Estevão mais o grupo Bwana vindos para nos apoiarem.

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Saudação do Bispo Eleito de Tete
Diamantino

Bispo eleito de Tete dirige Saudação aos dicocesanos

 

MENSAGEM AO POVO DE DEUS DA DIOCESE E TETE
Gaudium et Spes – Alegria e Esperança


Saúde, paz e benção em Jesus Cristo Nosso Senhor e Salvador são os votos tradicionais e cristãos que a todos deseja o novo Pastor, eleito, da Igreja de Tete.
1 - Neste dia em que me apresento a vós, caros diocesanos, a primeira palavra não pode deixar de ser de comunhão. Comunhão com o povo da nossa Província Eclesiástica da Beira que vive uma situação de sofrimento e angústia após a passagem do ciclone IDAI e as cheias subsequentes. Comunhão com  todos os que sofreram os efeitos da calamidade que se abateu sobre as províncias de Sofala, Chimoio e nalgumas zonas da província de Tete e da província da Zambézia. Muitos ficaram sem os seus entes queridos, sem casa e sem bens.
O momento que atravessamos convoca-nos à união, à oração e à acção.
2- Quero partilhar também dois sentimentos que experimento hoje. Humidade e confiança.
Humildade por me sentir pequeno perante a enorme tarefa que me espera – agora agravada com as feridas abertas nos últimos dias -  e também pelo receio de desmerecer a confiança e a expectativa em mim depositadas.
Mas, a graça de Deus depositou em mim também a “confiança”. Confiança  por ir trabalhar convosco no anúncio do Evangelho nas terras de Tete, uma das primeiras regiões de Moçambique onde chegaram os arautos do Evangelho. Confiança que reside na certeza de que quem trabalha por Deus e se deixa inspirar por Ele não se atemoriza com as dificuldades, pois Ele as saberá converter em caminhos de esperança. Caminhos que nos reúnem e nos conduzem a Ele.
3 . Dirijo a todos e a cada um dos habitantes da vasta Diocese de Tete a minha saudação  cordial.
- Saúdo o clero diocesano, os missionários e missionárias de todas as congregações, os seminaristas, os catequistas e leigos empenhados no trabalho de evangelização e promoção humana nas paróquias, as comunidades cristãs, as escolas e as outras obras sociais.
- Dirijo também a minha saudação amiga, juntamente com a minha bênção pastoral, a todos os fiéis da Diocese de Tete, batizados e catecúmenos.
- Saúdo igualmente e com profunda sinceridade os irmãos de outras igrejas e os fiéis de todas as confissões religiosas presentes na Província de Tete. A todos ofereço, com as saudações de um novo vizinho que chega, a minha leal amizade.
- Saúdo, agora as Exmas. autoridades que representam todos aqueles que acabei de referir. O Exmo. Governador da Província, as autoridades administrativas e as autoridades comunitárias. Dirijo a todos as minhas respeitosas saudações, com a certeza antecipada de sincera amizade e mútua colaboração.
Para todos os meus votos de abundantes bençãos de Deus .
4 - Nem eu nem vós prevíamos que viríamos a encontrar-nos e a trabalhar juntos. Se foi para vós surpresa a escolha do novo Bispo de Tete, também o foi para mim. São os desígnios da Providência que, juntos, iremos encarar com alegria e esperança.
Desejais naturalmente saber quem é este vosso irmão na fé, que muitos ainda não conhecem certamente e que também é o vosso Pastor.
O meu nome completo é: Diamantino Guapo Antunes. Nasci há 52 anos numa aldeia próxima de Fátima, em Portugal, no seio de uma família simples e pobre, mas rica em fé e união. Muito jovem, entrei no seminário dos Missionários da Consolata em Fátima. Depois de concluído o curso teológico em 1992, pedi para ser enviado como missionário para Moçambique. Trabalhei na diocese de Lichinga, na paróquia de Cuamba, entre 1992 e 1994, onde fui ordenado diácono e me preparei para a ordenação sacerdotal, que recebi em Fátima no dia 30 de Julho de 1994 - foi já há 25 anos -. Regressei a Moçambique como sacerdote-missionário em 1999. Trabalhei na diocese de Lichinga, nas paróquias de Mepanhira, Mecanhelas e Entre-Lagos, no sul do Niassa, na fronteira com o vizinho Malawi. Em 2006 comecei a trabalhar na diocese de Inhambane, primeiro na Paróquia de Nova Mambone, junto ao rio Save, e depois na paróquia e no Centro Catequético de Guiúa, próximo de Inhambane. Em 2014, fui designado Superior Regional dos Missionários da Consolata em Moçambique, tarefa que desempenhei até hoje.
5 - Preparo-me agora para seguir para junto de vós com o propósito de servir. Assim Deus me ajude contando com a colaboração, o apoio e, se assim o concederdes, a amizade de todos vós.
Confiado em Deus e na protecção da Nossa Mãe do Céu e de São Tiago, Patrono da Diocese de Tete, despeço-me com amizade.
Rezai por mim
Continuação de uma fecunda Quaresma.
Votos de uma Santa Páscoa
Guiúa, 22 de Março de 2019


Padre Diamantino Antunes IMC
Bispo eleito de Tete

 
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